quinta-feira, 11 de outubro de 2007

Água nosso tesouro

Por Bruna Pires

Novos conflitos internacionais, motivados pela disputa pela água, deverão aparecer nas próximas décadas. Crescem as previsões de que, em regiões como o Oriente Médio e a bacia do rio Nilo, na África, a água vá substituir o petróleo como o grande causador de discórdia. A razão é a escassez do precioso líquido transparente nesses lugares.
Dos 2,5% de água doce da Terra, 0,3% são acessíveis ao consumo humano. Essa cifra demonstra claramente a diferença entre água e recursos hídricos, ou seja, água passível de utilização como bem econômico.
A desigualdade na distribuição do manancial, entretanto, faz com que alguns países sejam extremamente pobres em água, e outros muito ricos. Países desérticos, como o Kwait, Arábia Saudita e Líbia, e pequenos países insulares, como Malta, Catar e as ilhas Bahamas, possuem menos do que 200 m³/ano por habitante, enquanto o recomendado pela ONU é de 1.000 m³/hab/ano. Regiões como o Canadá, a Rússia asiática, as Guianas e o Gabão têm mais de 100.000 m³/hab/ano. O Brasil está na categoria servida com 10.000 a 100.000 m³/hab/ano.
Além disso, o uso da água varia enormemente de país para país. Os dados sobre como o uso da água se distribui segundo os gastos domésticos, agrícolas e industriais são esparsos e incompletos.

Um exemplo

Por Bruna Pires

Encontramos um grande exemplo na internet a UNIPLAC , uma universidade que se preocupa com o Meio Ambiente. Veja como o projeto surgiu:

Um projeto que surgiu em 2004 através de encontros com os estudantes bolsistas, estes participaram de uma capacitação promovida pela Uniplac em parceria com a Secretaria do Meio Ambiente e Cooperativa de Reciclagem de Lixo.
A questão ambiental é um dos assuntos que tem atraído a atenção das pessoas, pela valorização que se dá à qualidade de vida e pela percepção de que as consequências do descaso com o meio ambiente têm conduzido a situações críticas para a própria sobrevivência da humanidade.
A Universidade tem papel fundamental na questão educativa, conscientizando e sensibilizando sobre a importância da mudança de hábitos e atitudes. A Uniplac, desta forma, desenvolverá ações na comunidade acadêmica e em um segundo momento nos bairros que fazem parte do programa, visando minimizar problemas como a crise ambiental e humana decorrentes do incorreto descarte e destinação dos resíduos produzidos pelo homem, usualmente denominado Lixo.
O objetivo principal é promover a Educação Ambiental na comunidade acadêmica e externa através da separação dos resíduos sólidos e plantio de espécies vegetais nativas.

Esta universidade sim é um exemplo, todas as outras deveriam se espelhar em tal perceber que o nosso planeta está correndo perigo!!
Indicamos o site para que vocês possam conhecer e colaborar com o projeto da faculdade.
Fonte: www.uniplac.net

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

Dia Internacional do Ozônio




Por Bruno Favery

O Protocolo de Montreal foi assinado pela primeira vez em 1987. É um tratado internacional em que os países signatários se comprometeram a reduzir o uso de CFC (clorofluocarbonetos), gás que destrói a camada de ozônio. No dia 16 de setembro foi celebrado o 20° aniversário da assinatura do Protocolo. E após 20 anos o Brasil é o quinto país que mais reduziu o consumo de CFCs, segundo um ranking compilado pela Divisão de Estatísticas das Nações Unidas.

Entre 1995 e 2005, o país cortou o uso dos CFCs, gases também conhecidos como freon, em 9.928 toneladas de Potencial Destruidor de Ozônio, unidade usada para medir os possíveis danos causados à camada que age como um escudo que protege o planeta contra as radiações solares.

O Brasil ficou atrás da China, que cortou 62.167 toneladas, dos Estados Unidos (34.033), do Japão (23.063) e da Rússia (20.641), numa lista de 172 países compilada pela ONU. Até o momento, 191 países assinaram o Protocolo, que incentiva os países a eliminarem o consumo dos produtos químicos que destroem a camada de ozônio.

O Protocolo de Montreal foi considerado o acordo internacional mais bem sucedido até hoje. Tanto é que a data de 16 de setembro foi declarada como Dia Internacional para a Preservação do Ozônio. Em reconhecimento à importância do Protocolo de Montreal, países no mundo todo estão planejando atividades para celebrar este evento e aumentar a consciência sobre a proteção da camada de ozônio e tentar solucionar os principais problemas ambientais.

terça-feira, 2 de outubro de 2007

Mundo deve se adaptar ao aquecimento global

Por: Luana Aquino

De acordo com a OMM (Organização Meteorológica Mundial) não há dúvidas de que a mudança climática existe e o mundo está sofrendo suas conseqüências, por isso é necessário se concentrar na adaptação a esse novo cenário e tentar minimizar seus efeitos.

"A mudança climática já aconteceu. Agora é preciso tentar se adaptar e diminuir seus efeitos", afirmou o subsecretário-geral da OMM, o sul-africano Jeremiah Lengoasa, que participa da segunda Conferência Internacional sobre Mudança Climática e Turismo, com duração de três dias em Davos, na Suíça.

Segundo pesquisas do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente e da OMM, a mudança climática pode ter efeitos positivos no turismo ao ampliar a temporada de verão em países como Reino Unido, Canadá e Rússia, "ou inclusive abrir novas regiões polares inacessíveis até agora".

No entanto, o relatório adverte que as conseqüências mais perigosas, que já estão sendo notadas, são a falta de neve, o degelo e a conseqüente alta do nível do mar, além do aumento da seca em amplas regiões do mundo.

Ou seja já que estamos nos adaptando não precisamos mais cuidar do planeta? Errado pois assim só apresaremos a fim da humanidade. A falta de água está ai na nossa frente por isto devemos nos conscientizar do que se passa no nosso planeta. =]


segunda-feira, 1 de outubro de 2007

China admite risco de desastre ecológico na represa Três Gargantas

Por Lucila Longo

A China reconheceu pela primeira vez, na semana passada, após negar acusações e advertências de ecologistas, que a represa Três Gargantas, maior projeto hidrelétrico do mundo, pode causar uma catástrofe ambiental.

De acordo com informações da agência estatal Xinhua, especialistas e funcionários da represa concordaram que o projeto, iniciado em 1993, traz um impacto "notavelmente adverso" na aréa que a represa ocupa, cerca de 600 quilômetros quadrados, com contaminação e deslizamentos.

Após a construção da represa, o peso da água começou a erodir as margens do rio Yang Tsé, causando deslizamentos de terra. A qualidade da água do rio caiu e os surtos de algas e outras plantas aquáticas tornaram-se mais freqüentes.

O projeto da represa obrigou a deslocar mais de um milhão de pessoas, destruiu relíquias culturais e contribuiu para a diminuição de espécies animais e vegetais.

Localizada no terceiro rio mais extenso do mundo, a represa Três Gargantas - que tirou de Itaipu o posto de maior do mundo, já começou a gerar eletricidade e será totalmente concluída em 2008.

terça-feira, 25 de setembro de 2007

SUSTENTABILIDADE

Por Patrícia Ferraz

É um conceito sistêmico, relacionado com a continuidade dos aspectos econômicos, sociais, culturais e ambientais da sociedade humana.
Propõe-se a ser um meio de configurar a civilização e actividade humanas, de tal forma que a sociedade, os seus membros e as suas economias possam preencher as suas necessidades e expressar o seu maior potencial no presente, e ao mesmo tempo preservar a biodiversidade e os ecossistemas naturais, planejando e agindo de forma a atingir pró-eficiência na manutenção indefinida desses ideais.
A sustentabilidade abrange vários níveis de organização, desde a vizinhança local até o planeta inteiro.
Para um empreendimento humano ser sustentável, tem de ter em vista 4 requisitos básicos. Esse empreendimento tem de ser:
ecologicamente correcto;
economicamente viável;
socialmente justo; e
culturalmente aceito.

Definição
Colocando em termos simples, a sustentabilidade é prover o melhor para as pessoas e para o ambiente tanto agora como para um futuro indefinido. Segundo o Relatório de Brundtland (1987), sustentabilidade é: "suprir as necessidades da geração presente sem afectar a habilidade das gerações futuras de suprir as suas". Isso é muito parecido com a filosofia dos nativos dos Estados Unidos, que diziam que os seus líderes deviam sempre considerar os efeitos das suas acções nos seus dependentes após sete gerações futuras.
O termo original foi "desenvolvimento sustentável," um termo adaptado pela Agenda 21, programa das Nações Unidas. Algumas pessoas hoje, referem-se ao termo "desenvolvimento sustentável" como um termo amplo pois implica em desenvolvimento continuado, e insistem que ele deve ser reservado somente para as actividades de desenvolvimento. "Sustentabilidade", então, é hoje em dia usado como um termo amplo para todas as actividades humanas.
Em economia, crescimento sustentável consiste no aumento de ganhos reais (ajustados à inflação) ou de produção que possam ser sustentadas por longos períodos de tempo

Conceitos e temas relacionados
Clube de Roma (1972)
Relatório de Brundtland (1987)
Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima (1992)
Agenda 21 (1992)
Convenção sobre Diversidade Biológica (1992)
Protocolo de Quioto (1997)

Ligações externas
International Institute for Sustainable Development (Canadá) (em inglês)
Planeta Sustentavel - Projeto Multimídia de Referência em Sustentabildade (Brasil)
vdeMudança do Clima e Aquecimento Global

Causas
Antropogênica: Dióxido de carbono · Desflorestação · Escurecimento global · Potencial de aquecimento global · Efeito estufa · Gases do efeito estufa · Ilha de calor urbana · Poluição atmosféricaNatural: Glaciação · Esfriamento global · Variação orbital · Variação dos Oceanos · Tectónica de placas · Deriva dos continentes · Ciclo solar · Vulcanismo

Efeitos
Elevação do nível dos mares · Recuo dos glaciares

Assuntos
Degradação da ozonosfera · Declaração de Leipzig

Política
Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas · Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente · Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima · Relatório Stern · Relatório Brundtland · Agenda 21 · Agenda 21 local

Mitigação
Protocolo de Quioto: Mecanismos de flexibilização · Créditos de carbono · Mecanismo de desenvolvimento limpo-MDL · Comércio internacional de emissões-CIE · Implementação conjunta-ICMercado Voluntário: Bolsa do Clima de ChicagoSequestro de carbono · Energia renovável · Desenvolvimento sustentável

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

Como ter um animal silvestre e/ou exótico?
















Atualmente, as pessoas não querem ter em casa apenas animais domésticos, como gatos, cachorros, peixes... A posse de animais silvestres e exóticos se tornou comum.
Para quem tem vontade de ter um mico, uma arara, um ferret ou até mesmo uma jibóia vale a pena prestar atenção nas definiões e dicas abaixo.



1) Qual a diferença entre um animal silvestre e um animal exótico?

I - Animal Silvestre: são aqueles pertencentes às espécies nativas, migratórias e quaisquer outras, aquáticas ou terrestres, que tenham a sua vida ou parte dela ocorrendo naturalmente dentro dos limites do Território Brasileiro e suas águas juridicionais.
Exemplos: mico, morcego, quati, onça, tamanduá, ema, papagaio, arara, canário-da-terra, tico-tico, galo-da-campina, teiú, jibóia, jacaré, jabuti, tartaruga-da-amazônia, abelha sem ferrão, vespa, borboleta, aranha e outros cujo acesso, uso e comércio é controlado pelo IBAMA.

II - Animal exótico: são aqueles cuja a distribuição geográfica não inclui o Território Brasileiro. As espécies ou subespécies introduzidas pelo homem, inclusive domésticas, em estado selvagem, também são consideradas exóticas. Outras espécies consideradas exóticas são aquelas que tenham sido introduzidas fora das fronteiras brasileiras e suas águas juridicionais e que tenham entrado expontaneamente em Território Brasileiro.
Exemplos: leão, zebra, elefante, urso, ferret, lebre-européia, javali, crocodilo-do-nilo, naja, piton, esquilo-da-mongólia, tartatuga-japonesa, tartaruga-mordedora, tartaruga-tigre-d'água, cacatua, arara-da-patagônia, escorpião-do-Nilo, entre outros.



2) Como eu posso conseguir um animal silvestre legalmente?
Adquirindo o animal de origem legal, ou seja, procedente de criadouros comerciais devidamente registrados junto ao Ibama. A decisão em possuir em casa um animal silvestre deve levar em conta a responsabilidade no correto trato do animal, sobretudo oferecendo alimentação adequada, água de boa qualidade, cuidados veterinários e sanitários, abrigo e respeito a individualidade e as características da espécie. O mesmo vale para outros animais, sejam domésticos ou exóticos. O abandono de animais pelo homem tem causado muitos prejuízos à agricultura e à saúde publica, com grande ônus para o Estado.Você deve adquirir animais silvestres somente após ter se certificado que eles são procedentes de criadouros comerciais devidamente autorizados pelo IBAMA. Quem está vendendo deve provar isso e fornecer a Nota Fiscal com os dados que foram citados na pergunta dois.



3) O que fazer quando encontrar alguém vendendo um animal silvestre?
Primeiro, não comprar, depois denunciar às autoridades. Se for em feira livre ou deposito de tráfico, denunciar e fornecer o maior número de informações possíveis. Os dados do denunciante sempre serão preservados. Deve-se passar as informações com maior clareza possível, como o local, data, hora, circunstância etc. Se for na beira da estrada, não comprar e ainda repreender o vendedor dizendo que isso é ilegal e que se ele for flagrado pode, além de perder o animal, sofrer as sanções legais.O IBAMA tem uma Acordo de Cooperação com a RENCTAS-Rede Nacional contra o Tráfico de Animais Silvestres que possui uma página específica na internet sobre o tráfico de animais silvestres (http://www.renctas.org.br/).



4) Qual o risco de manter um animal silvestre em cativeiro/casa?
Todo animal, independente de ser silvestre ou doméstico, pode ser portador de doenças transmissíveis ao homem, conhecidas como zoonoses ou antropozoonoses. Alem de ser potencialmente defensivo, ou seja, pode morder, arranhar, picar ou bicar, quando provocado. O ideal é que o animal seja respeitado em suas características físicas e comportamentais, esteja sob a supervisão de um médico veterinário e que as pessoas estejam conscientes da existência dos riscos físicos e doenças, sua via de transmissão e contágio.